sábado, 2 de junho de 2007

Tán guapas...

Eduardo Morales/EFE


Bonitinhas as mocinhas, ?! A mulher venezuelana é lembrada facilmente como entre as mais bonitas do mundo. Na terra de Chávez, ser "Miss" é sonho de muitas garotinhas, moças e mamães. Mas dessa vez elas se calaram... e compartilharam sua beleza, formosamente, com milhares de brasileiros que lêem, vêem ou pegam uma versão impressa da Folha de hoje, 02 de junho.

Belas moças, que não se assemelham aos nativos que por aqui se encontravam antes da chegada de Pizarro, agora protestam. Eram funcionárias da RCTV. Será que ela já protestaram alguma vez na vida antes dessa ocasião? Sair ás ruas, fazer panelaço, passar calor e enfrentar sol quente das áreas próximas ao Equador e, ainda por cima, esconder suas belas boquinhas para...protestar?! Hm, acho que não.

Mas elas estavam lá. Junto com muitos outros jovens venezuelanos. De universidades públicas ou particulares, com caras, peles, cabelos e interesses pessoais parecidos ou não. Porque o momento pede essa transposição histórica de barreiras tão solidificadas em sociedades latino-americanas.

Depois da negação de Chávez em renovar a concessão da RCTV, pela primeira vez, protestos estudantis na Venezuela tiveram projeção internacional. Não posso eu afirmar que essa foi a primeira vez que eles aconteceram, realmente não sei. Mas tenho certeza que foi a primeira vez que tive contato com eles.

A liberdade é amiga do jovem. Nós, juntos, nos damos bem. Seja ela qual for. Se criados em sociadades ocidentais ditas democráticas, então, o jovem idealiza a vida por vir sempre contando com ela, a bendita liberdade. É importante tê-la como melhor amiga, e eu a considero de tal forma. Tenho certeza que os jóvenes venezuelanos também.

Por isso, meus amigos de cima, seguem aqui minhas discretas palavras de apoio ao momento de vocês. Protestem sim, porque com liberdade não se brinca. Se jornalistas, então, essa questão entra ainda mais em pauta. Decidi que não iria me ater a esses aspectos nesse post, mas sim a vocês.

O ponto é: não se pode brincar com a NOSSA liberdade. Eu, cidadão brasileiro, digo NOSSA enquanto jovem e idealista. E pelos jovens venezuelanos que foram os protagonistas da última semana. Sem dúvidas, a questão é muito mais abrangente. Mas o ponta-pé inicial tem que partir, sim, daqueles que ainda somos embebidos de ideologia e expectativas.

E, com manifestantes tán guapas, a luta fica até mais fácil.

(Segue a dica: a RCTV continua a produzir conteúdo jornalístico, disponível no youtube. A empresa tem intensão de transmitir via cabo na Venezuela, mas ainda não há perspectiva de início da transmissão, nem se ela de fato vai ocorrer.)

2 comentários:

Camilla Blah disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Camilla Blah disse...

Aeee!Primeiro comentário : D
Darei as boas vindas e muito boa sorte pra monsieur, agora que estraste nesse mundo onde o espaço para as idéias (quase) não tem limites!

Gostei do conteúdo do post. Pra gente é ainda mais significativa a relação do Chavez com os meios de comunicação.

Beeeijos : D

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