E.R.Lesser - NYTA idéia é brilhante. E estreita cada vez mais o abismo existente entre gigantes do mundo das notícias e o seu público alvo direto, o cidadão comum. A idéia, simples, foi a seguinte: a CNN, cansada de fazer debates de presidenciáveis para cada vez menos telespectadores, se juntou ao YouTube para trazer as perguntas dos internautas aos pré-candidatos democratas (incluíndo Mrs. Clinton e Mr.Obama) e transmitir a suas respostas a todo o mundo que tem acesso ao canal e também por blogs e pelo portal do youtube em formato de debate.
Claro, como não? Todo mundo tem perguntas para fazer a um candidato à presidêcia. Como o tempo das caixas-postais já são longínquos, agora, a Internet, já parte da família, entra em cena e se mostra mais uma vez aquela parceira quase inseparável. É ela quem pergunta, por você.
Bom, a notícia vem comentada na coluna sobre televisão de Antonio Brasil, do C-se e nessa matéria do NYT. Não vou me ater às pontualidades da ocasião, mas sim dar uma viajada no lance.
Quando isso seria possível sem a democratização dos meios possibilitada pela rede? OK, essa "democratização" pode ser altamente questionada, envolve uma série de fatores econômico-sociais, mas é inevitável assumir que, após conectados, todos tendem a ser mais iguais que em qualquer outra esfera social. Todos ganham a mesma voz, e, a partir de então, tem de mostrar a que vieram. E despontam os talentos - como na pergunta desse garoto que não parece muito mais velho que eu e que fez uma montagem remetendo a Eisenhower para questionar os presidenciáveis. Ele merece palmas, e o público, respostas mais diretas de seus políticos que, sem dúvidas, passam a "freak out" com essas novas tendências.
Em trecho da matéria do NYTimes, o autor escreve que "as perguntas enviadas pelos internautas tendem a ser mais interessantes que as formuladas pelos jornalistas". Ele diz que esses profissionais procuram um momento de "gotcha" com o político em uma situação dessas, enquanto o cidadão comum faz perguntas comuns, e pertinentes. Concordo. Mas daí a colocar em cheque o papel do jornalista é oooutra história.
Alguém seleciona esses vídeos. No caso, pelo o que entendi, são os diretores da CNN. Ou seja, profissionais da área. Um deles cita, inclusive, que esse novo modelo não tende a revolucionar o sistema político nem as eleições no país, mas pode dar o tom de um debate. Sem dúvidas. Foram enviados via YouTube mais de 2300 vídeos. Desses, cerca de 70 foram selecionados e levados ao ar como pergunta aos presidentes.
Então, que se contratem muiiiitos jornalistas para assisterem a todos esses vídeos... hehe.

Um comentário:
e ae fito!
hoje acompanhei esse debate, ou melhor dizendo, monólogo da hillary clinton! o formato é interessante mas achei que faltou bons critérios para a escolha das perguntas feitas pelos internautas. muita gente aproveitou para esculachar e fazer escárnio do processo democrático
....as eleições apesar da crescente onda liberal against iraq war, liderado pela primeira dama dos nosso corações, para mim pelo menos, não sai do campo onírico politico
all in no ex-mayor de NY Rudolph Giuliani,acredito! é um republicano (eu, sei...) que tem um passado de "carinhos adultos" com o centro liberal. creio que pode crescer durante a corrida e conquistar os republicanos moderados e os democratas relutantes com hillary. tolerancia zero e segurança interna combinado a ações pro-ativas no campo da saúde (aborto e eutanasia). Além é claro da popularidade dele pós 11/9
adorei o blog!
grande abraço!
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