segunda-feira, 27 de agosto de 2007

De volta - e SFChronicle

Ah, que saudades de escrever por aqui!! Nem faz tanto tempo que tenho o blog, mas incrível como vc fica "dependente", de certa forma. Encontra uma coisinha aqui no jornal, outra ali na web e pá!, "poutz, queria postar sobre isso". Só para fixar a idéia na cabeça mesmo, sem se preocupar se um dia alguma dessas palavras vai ser lida por alguém.

Pra atualizar: a vida tem sido bem corrida. Melhor assim, TG. Primeira edição do JC (Jornal do Campus) saiu - a segunda fecha nessa quinta - e sim, a criança nasceu linda!! E dentro do deadline!! hehe, e viva a correria jornalística. Dois, comecei a estagiar semana passada. O trampo é um site de tecnologia, wnews.com.br, e eu tô curtindo muito. Pessoas ótimas, ambiente muito bom, assunto melhor ainda. Assim que tiver mais novidades de lá mando pra cá. Quem anda por volta sabe o quanto animado estou. Terceiro, inventei de começar aulas de francês também - oui, oui - e um curso de Geopolítica Árabe também. E outro viva pra correria jornalística!!

De qualquer forma, espero passar por aqui mais freqüentemente (e abusar de palavras com trema, pq disseram que elas serão abolidas!). Pq faz bem, é bom pra arejar a cabeça. Então vamos a algo mais JoRnAlÍsTiCo que minha vida bagunçada...

O San Francisco Chronicle adotou uma nova forma de abordagem jornalística da atividade diária do jonral. A inovação consiste em acompanhar e expandir um assunto para o leitor de forma que mostra o quanto aquilo debatido é realmente importante em sua vida, e incentivando que o leitor pense no assunto além do apresentado na matéria.

Interessante. Muito interessante.

“There has been a bit of a tradition of saying, 'Here is the information -- good night, see you tomorrow.' We will deal more with the solutions, get involved and tell people what they can do,” says SF Chronicle editor Phil Bronstein.
Bom, novidade pra ninguém que a notícia sempre foi "jogada" na mão daquele que a recebe por jornalistas que, na maioria das vezes, sempre acreditaram em algum tipo de imparcialidade. Talvez inocentemente, mas acreditaram. O perigo reconhecível nas palasvras de Bronstein é que esse novo modelo encontre no jornalismo diário realizado no jornal uma maneira de aplicar "metodologias" de aspectos sociais as quais o leitor não precisa engolir. Hm, eu digo, da medo de a coisa se tornar "excessivamente" didática ou explicativa, o que periga fazer com que se torne minimalista e subestime o público leitor (compsosto principalmente de uma região extremamente intelectualizada, a da região da bela e aconchegante São Francisco e todo o Vale do Silício).

O novo projeto tem a intenção de incentivar a participação de leitores na cobertura jornalística, assim como a integração multimidiática do veículo (que por sinal, é muito pouco ousada). Triste parte do contexto: O SFChronicle cortou recentemente o seu staff em 90 profissionais, de um total anterior de 400 que compunham a redação.

sábado, 11 de agosto de 2007

Parece inocente...

Quando vista na TV, a propagando do novo portal do Estadão parece bem, bem inocente. Assim como outros vídeos de cerca de trinta segundos, o jornal tem feito uma ampla campanha publicitária para divulgar seu portal. Só que a campanha não pára por aí.

Além de atrair mais usuários para a página - que, de fato, está muito melhor do que já foi e supera, disparado, o de qualquer outro veículo impresso do Brasil -, a empresa dos Mesquita (por mais apagados que estejam por lá, ainda deles) também pretende arranhar a imagem dos BLOGS perante o grande público. Um bom post sobre o assunto segue nessa página do Brainstorm.

Lá estão postadas as três peças publicitárias e um vídeo (postado abaixo) que atacam blogs, todas com esse box "Por onde você tem clicado" no canto direito (clique em 1, 2 e 3 para ver). Por sinal, as três são bem toscas. A segunda foto (do Fredão), aliás, confesso que demorei um tempinho pra entender. Idiota. A imagem que eles tentam incutir na cabeça do usuário acaba se revertendo contra a da própria casa.

Não é segredo para ninguém da área de comunicação de que jornais estão próximos de serem eternizados enquanto peças de museu. As alternativas para sobreviver diante dos novos meios é fator de preocupação em todas as redações de impresso do mundo - como bem visto nas aulas de Gerenciamento de Empresas Jornalísticas com a Profa. Beth Saad. Em 2006, a The Economist - é, aquela símbolo do liberalismo econômico primeiro-mundano, sabe?! - perguntou: "Who killed the newspaper?". Eu não sei, e se vc souber, me deixa um link pra resposta.

Meu, se até a The Economist, com toda a sua áurea simbólica dos grandes poderosos, sabe que a situação é de busca por alternativas -que afloram principalmente no meio cibernético, já que é nesse nicho que se encontram os potenciais consumidores futuros de notícias, os jovens - por que o pessoal do Estado foi querer se queimar com esse público??. Segue trecho da The Economist:
"[...]but even the most cynical news baron could not dismiss the way that ever more young people are getting their news online. Britons aged between 15 and 24 say they spend almost 30% less time reading national newspapers once they start using the web."
Pois é, se queimaram (porque eu também não acredito mais em próclise! hehe). Se queimaram em uma fogueira com folhas de jornal, que queimam bem rápido e fedem muito (e me lembra os dias de férias em Prudente, da fumaça preta, da tosse do dia seguinte e das broncas de Dona Alzira! =). O Estado não precisava disso.

Pena que o pessoal do Grupo tenha se valido de método tão baixo para atacar a blogosfera. E como se fosse possível garantir um efeito de fato lógico na repercussão da campanha. Como eles vão medir os resultados?

Logo eles que inovaram com o Foto Repórter, sob supervisão do Juca Varella - um dos fotógrafos mais competentes do país -, mostrando maturidade suficiente pra trazer o leitor da redação de forma saudável, sem que isso significasse o fim da redação.

Bom, decepção, essa é a palavra. E acho que a banana não devia ser dada pro Bruno não, mas para cada membro da equipe publicitária que montou a campanha, e também para aqueles que a encomendaram.

Estadão X Contra os Blogs

Aqui está o vídeo citado no post.

sábado, 4 de agosto de 2007

Na Época

O Keen deu uma entrevista pra Época. Nela, reforçou todo o seu pessimismo quanto a Web 2.0 e o futuro da comunicação. Vale a pena dar uma olhada, para ter o que criticar. ;)

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

e koitado do Keen

Realmente o cara está queimado entre toda uma nova geração jornalística que vai, sem dúvida, noticiar o futuro por meio da rede. No site newassignment.net, Andy Angelos escreveu um pouquinho mais para kutucar Keen. A pauta do momento é o meios de propagação de conhecimento e notícias open-source. Segue um trechinho:

Another Keen criticism recently came to life via Chris Anderson’s beta version of BookTour.com. The web-app is a response to Anderson’s Long Tail suggestion for authors to mimic musicians and collect more money through touring. Another example of a product driven industry transitioning to services. First music, then software, now books. Since Anderson has already described the project in detail on his own blog, there is little need for redundancy.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Briga Boa

Quando figurões compram uma briga sempre sai coisa interessante. Dessa vez, nada de socos ou ponta-pés. Principalmente porque o lance foi virtual. Se fosse ao vivo, certeza que a tensão do assunto poderia levar a atritos físicos.

O assunto é Web 2.0 . As figuras, Andrew Keen, empreendor da internet que foundou o site Audiocafe.com em 1995 (e hoje fora do ar) e trabalhou em diversas empresas do ramo no Vale do Silício. Keen também escreveu o livro "The Cult of the Amateur," e argumenta na discussão que a rede está inundada de porcarias com as novas abordagens possibilitadas pela produção multimidiática também por parte do usuário. Já David Weinberger - consultor executivo e de marketing para diversas companhias de tecnologia e autor de "Everything is Miscellaneous"- defende que, com essa evolução da rede, tornou-se mais fácil para o usuário filtrar o que de fato é relevante para si.

Vale a pena acompanhar as discussões porque os dois debatedores de fato dominam o assunto. Keen parte para uma análise mais pessimista do meio, defendendo a importância das grandes corporações tradicionais da mídia - mainstream - e apela para o fato de que a baboseira produzida pelo usuário leva ao endeusamento do self-show, e pouco contribui para a evolução do pensamento humano.

Já Weinberger, curiosamente bem mais velho que o outro debatedor, é bem mais adepto de todas as vantagens possibilitadas pela democratização da voz e da liberdade de expressão que blogs, videologs e todos os outros adventos da web da nova geração trazem consigo.

Ao se acompanhar a querela, percebe-ce o tom meio "Diogo Mainardi" nas palavras de Keen. Ao contrarário do colunista tupiniquim, entretanto, ele tem argumentos bons para e meter no assunto. É pesquisador da área e sabe sobre o que está falando. Weinberg dá um show de visionismo ao defender as vantagens do meio, mas sem ignorar os fatos relevantes que fazem da rede, sim, um emaranhado de gato.

O mais interessante é que ambos reconhecem a necessidade de "organizadores" para tudo isso, e é então que entra em cena a nossa figura presença enquanto "Jornalistas" =D. Seguem trechos da conversa* dos dois.

Palavras de Keen: "Is Web 2.0 a dream or a nightmare? Is it a remix of Disney's "Cinderella" or of Kafka's "Metamorphosis"? Have we -- as empowered conversationalists in the global citizen media community -- woken up with the golden slipper of our ugly sister (aka: mainstream media) on our dainty little foot? Or have we -- as authors-formerly-know-as-the-audience -- woken up as giant cockroaches doomed to eternally stare at our hideous selves in the mirror of Web 2.0?"

De Weinberger: "The question, therefore, is not whether the traditional media's taste is better or worse than the Web's. The Web doesn't have taste, good or bad. The Web is not an institution, a business, or even a market, any more than the real world is. It's us. We have lots of different tastes. On the Web we can better fulfill those tastes (because of the Long Tail you ridicule in your book), rather than simply relying on others to decide for us what is worth attending to. "

*toda a discussão se deu por email e foi promovida pelo WallStreetJournal - é, aquele cujo publisher foi comprado pelo Murdoch :( . Ainda é possível para nós - eu, você ou quem quiser - opinarmos sobre o assunto e alongarmos a discussão. Coisas da Web 2.0...


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