quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Palavras de um Governo em que poucos crêem

Ok, nunca esconderam. Desde o primeiro momento em que comecei a vestir a camiseta e dizer para o mundo que teria de ser jornalista - ou não seria mais nada - não faltaram olhares apertados, carregados daquela dose de 'dó' ou...'um dia ele desiste disso'. Esses olhares eram distintos daqueles que reconheciam jornalistas somente se estivessem atrás da bancada do Jornal Nacional - esses sim, os mais inocentes. Admito que os desconfiados eram os mais pé no chão. Mas exagero também faz mal.

Por que essa abertura extensa e sem muito sentido? Porque esse texto do msnbc coloca a profissão dos jornalistas entre os piores empregos do século XXI. Pois é, de acordo com projeções do governo norte-americano. Leia o trecho específico sobre a carreira:

Another endangered species: journalists. Despite the proliferation of media outlets, newspapers, where the bulk of U.S. reporters work, will cut costs and jobs as the Internet replaces print. While current events will always need to be covered (we hope), the number of reporting positions is expected to grow by just 5 percent in the coming decade, the Labor Department says. Most jobs will be in small (read: low-paying) markets.

Radio announcers will have a tough time, too. Station consolidation, advances in technology and a barren landscape for new radio stations will contribute to a 5 percent reduction in employment for announcers by the middle of the next decade. Even satellite radio doesn't seem immune from the changes. The two major companies, XM and Sirius — which now have plans to merge — have regularly operated in the red.


Bom, credibilidade é palavra cada vez mais desvinculada à imagem do governo de Washington, não precisa nem dizer (lembra, eles tentaram vender uma guera em pleno Conselho de Segurança que, TG, o mundo não comprou!) -mas, ao mesmo tempo, não há como desconsiderar o cenário descrito.

Cenário esse que assusta principalmente aqueles grandes que por muito tempo pouco tiveram que se preocupar com seus espaços de domínio e influência. A Associação Mundial de Jornais também escreveu um artigo sobre o mesmo assunto. Interessante. Bem mais coerente que as palavras do msnbc. Não venho aqui ignorar tudo isso - aliás, acho que esse é o melhor momento para se debater o assunto no meio acadêmico e em todo e qualquer espaço cabível - mas, ao mesmo tempo, não se pode negar que jornalistas continuarão, sim, a ser personagens sociais necessários e atuantes, independente da forma ou plataforma em que atuarem. Vale assistir ao vídeo Prometeus (o vídeo do início do post), assim como ao Epic - ambos facilmente encontrados na maravilha do youtube (mais uma maravilha entre muitas).

A geração de jornalistas que assistiu aos primeiros sinais de transmissão de tevê se assusta com a Internet, não acreditam ser possível atrelar uma coisa e outra de forma coerente. A geração que se forma comigo, os meus colegas de anos e desafios por vir, sabe o quanto a Rede é amiga. Pode resultar em muita merda, concordo, mas é muito mais amiga que qualquer outra coisa. Então, continuemos a tratá-la muito bem, pois ela só tende a enriquecernos - independente das palavras de um governo em que poucos crêem.

Palavras de um Governo em que poucos crêem

Ok, nunca esconderam. Desde o primeiro momento em que comecei a vestir a camiseta e dizer para o mundo que teria de ser jornalista - ou não seria mais nada - não faltaram olhares apertados, carregados daquela dose de 'dó' ou...'um dia ele desiste disso'. Esses olhares eram distintos daqueles que reconheciam jornalistas somente se estivessem atrás da bancada do Jornal Nacional - esses sim, os mais inocentes. Admito que os desconfiados eram os mais pé no chão. Mas exagero também faz mal.

Por que essa abertura extensa e sem muito sentido? Porque esse texto do msnbc coloca a profissão dos jornalistas entre os piores empregos do século XXI. Pois é, de acordo com projeções do governo norte-americano. Leia o trecho específico sobre a carreira:

Another endangered species: journalists. Despite the proliferation of media outlets, newspapers, where the bulk of U.S. reporters work, will cut costs and jobs as the Internet replaces print. While current events will always need to be covered (we hope), the number of reporting positions is expected to grow by just 5 percent in the coming decade, the Labor Department says. Most jobs will be in small (read: low-paying) markets.

Radio announcers will have a tough time, too. Station consolidation, advances in technology and a barren landscape for new radio stations will contribute to a 5 percent reduction in employment for announcers by the middle of the next decade. Even satellite radio doesn't seem immune from the changes. The two major companies, XM and Sirius — which now have plans to merge — have regularly operated in the red.

Bom, credibilidade é palavra cada vez mais desvinculada à imagem do governo de Washington, não precisa nem dizer (lembra, eles tentaram vender uma guera em pleno Conselho de Segurança que, TG, o mundo não comprou!) -mas, ao mesmo tempo, não há como desconsiderar o cenário descrito.

Cenário esse que assusta principalmente aqueles grandes que por muito tempo pouco tiveram que se preocupar com seus espaços de domínio e influência. A Associação Mundial de Jornais também escreveu um artigo sobre o mesmo assunto. Interessante. Bem mais coerente que as palavras do msnbc. Não venho aqui ignorar tudo isso - aliás, acho que esse é o melhor momento para se debater o assunto no meio acadêmico e em todo e qualquer espaço cabível - mas, ao mesmo tempo, não se pode negar que jornalistas continuarão, sim, a ser personagens sociais necessários e atuantes, independente da forma ou plataforma em que atuarem. Vale assistir ao vídeo Prometeus, assim como ao Epic - ambos facilmente encontrados na maravilha do youtube (mais uma maravilha entre muitas).

A geração de jornalistas que assistiu aos primeiros sinais de transmissão de tevê se assusta com a Internet, não acreditam ser possível atrelar uma coisa e outra de forma coerente. A geração que se forma comigo, os meus colegas de anos e desafios por vir, sabe o quanto a Rede é amiga. Pode resultar em muita merda, concordo, mas é muito mais amiga que qualquer outra coisa. Então, continuemos a tratá-la muito bem, pois ela só tende a enriquecernos - independente das palavras de um governo em que poucos crêem.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

faz teeempo

cansado. muita coisa pra fazer, ritmo louco, paulistano. Mas tá legal, melhor assim. Rapidinha só pra ficar com o gostinho de ter passado por aqui.

-- The Guardian lançou uma versão americana. "The Guardian America" - uma troca na seqüência das palavras seria irônica - tem basicamente a mesma cara que o pai britânico. Boa a tentativa de inserir no contexto americano um olhar inglês. Vale checar.
-- Convergência de redação é um dos motivos da demissão de cerca de 2800 na BBC - desses, cerca de 520 do ramo editorial. Triste.
-- Segundo o EditorsWeblog, o El País, já comentado aqui em outros posts, muda de cara para atrair leitores "mais jovens e globais". Já me conquistou há muito tempo, vamos ver se mais "jovens globais" - hehe, se é que posso me considerar assim - passarão a gastar preciosos minutos de seus dias navegando pelas páginas espanholas do EP.

With the aim of increasing their market in Latin America, El Pais will increase the number of foreign correspondents in the region. An expansion of El Pais’ website is also expected. Today 780,00 readers visit the paper’s website daily. 20 percent of the readers come from outside of Spain.
Aí, sono. Por enquanto é isso. Ah, escrevi uma matéria sobre blog esses dias. Pauta legal, hehe.
Volto em breve com um post sobre reuters e celulares... huhuhu

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