Muito a dizer e pouca coisa na cabeça. Cansaço de domingo que implora para a segunda não chegar, ao mesmo tempo que luta com a falta de sono de quem durmiu até 12h30. Ah, tava tão gostoso. Mas esse blog tenta ser jornalístico.
Impossível deixar de comentar o que se passa em Mianmar. Meu Deus, lugar tão distante, realidade bizarra, religião tão não cristã (nossa, quantos ~ seguidos). Uma ditadura violenta em uma terra mística.
Jornalistas necessários para levar ao mundo aquilo que ficou tão escondido por tanto tempo. A truculência de uma ditadura militar - elemento recente da memória latino-americana. Aí me pergunto: por que esperar a bolha estourar para gritar para o mundo? (afinal, muitas das imagens realmente gritam, como a de um monge boiando em um rio da capital agora há pouco no Fantástico - pois é, no Fantástico...)
OK, as poucas - e saudosas - aulas que um dia freqüentei no curso de Rel. Int'l da PUC me ensinaram que sim, os Estados são soberanos. Não defendo invasão nenhuma, o caso iraquiano já é suficiente para mostrar o quanto o resultado pode ser um fiasco, com o perdão da comparação. Mas por que jornalistas não fizeram o seu papel antes? Por que só agora recebemos as imagens? Por que ninguém tinha muito interesse em mostrar a situação pré-protestos?

O valor-notícia do protesto, e da conseqüente repressão, não pode ser ignorado. Mas a situação de antes não tinha valor-notícia nenhum, então?
Nessa área tão carente de teorias, peço ajuda para encontrar respostas...

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