domingo, 30 de setembro de 2007

Por onde andavam(mos)?

Blog que não atualiza não é blog. Então prometo me comprometer mais com posts por aqui. Precisava escrever isso pra tirar o peso da consciência.

Muito a dizer e pouca coisa na cabeça. Cansaço de domingo que implora para a segunda não chegar, ao mesmo tempo que luta com a falta de sono de quem durmiu até 12h30. Ah, tava tão gostoso. Mas esse blog tenta ser jornalístico.

Impossível deixar de comentar o que se passa em Mianmar. Meu Deus, lugar tão distante, realidade bizarra, religião tão não cristã (nossa, quantos ~ seguidos). Uma ditadura violenta em uma terra mística.

Jornalistas necessários para levar ao mundo aquilo que ficou tão escondido por tanto tempo. A truculência de uma ditadura militar - elemento recente da memória latino-americana. Aí me pergunto: por que esperar a bolha estourar para gritar para o mundo? (afinal, muitas das imagens realmente gritam, como a de um monge boiando em um rio da capital agora há pouco no Fantástico - pois é, no Fantástico...)

OK, as poucas - e saudosas - aulas que um dia freqüentei no curso de Rel. Int'l da PUC me ensinaram que sim, os Estados são soberanos. Não defendo invasão nenhuma, o caso iraquiano já é suficiente para mostrar o quanto o resultado pode ser um fiasco, com o perdão da comparação. Mas por que jornalistas não fizeram o seu papel antes? Por que só agora recebemos as imagens? Por que ninguém tinha muito interesse em mostrar a situação pré-protestos?




O valor-notícia do protesto, e da conseqüente repressão, não pode ser ignorado. Mas a situação de antes não tinha valor-notícia nenhum, então?

Nessa área tão carente de teorias, peço ajuda para encontrar respostas...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

ah


olha a cara dele. perco até o pique pra apertar o shift e colocar maiúsculas. pq não resta muito fôlego diante de tanta palhadaçada. microfones em riste, a imprensa parece que faz a sua parte. e o o resto? e eles? e aqueles que absolveram? e os que se abstiveram? microfone pra você. o meu é esse, e faltam palavras pra expressar toda a indignação. depois do circo ele disse que não há o que comemorar. claro, abafa o caso, mona. sempre. ah, hm, oof.

domingo, 9 de setembro de 2007

Google as as News


O Google nunca tratou bem as notícias. Ok, não é uma empresa jornalística. Não tem intenções de "informar" - apesar de se arrogar a missão de agregar todo o conhecimento do mundo. Não tem uma redação em seus headquarters no Sillicon Valley em que jornalistas do mundo inteiro buscam informar os usuários daquele que figura como o grande futuro - ou fantasma - da Internet. Não, o Google não é jornalístico.

Mas existe uma seção Google News. Que reencaminha o usuário ao conteúdo produzido por diversos outros veículos do mundo - esses sim, jornalísticos. O trabalho da empresa, então, é de fazer o caminho de intermediação entre notícia e leitor/internauta. Trabalho esse que requere sim profissionais jornalistas. Bom, estou perdendo o fio da meada - o que é fácil de acontecer quando o assunto é Google.

Bem, a empresa megalomaníaca (e que hospeda esse blog) anunciou recentemente que se tornará o Publisher de quatro agências de notícias - dentre elas, da AP e da AFP. O site de notícias do portal G irá publicar o conteúdo produzido por essas agências. De início, não trará propagandas vinculadas a essas matérias - mas não descarta a possibilidade de isso acontecer no futuro.

O Google já disponibiliza um serviço de agregação de e-mais diário que o usuário pode receber diretamente na sua caixa conteúdo específico sobre determinado assunto. Traz matérias de empresas diversas e não paga nada a elas. O Yahoo, outro gigante da área mas um tanto quanto mais ético no trato da informação, repassa somente aquelas notícias as quais são negociadas com os seus autores.

Não venho defender monopólio da informação, não. Nem crucificar os serviços do Google - dos quais uso até bastante. Mas acredito que o trabalho jornalístico deve ser respeitado como qualquer outro - o que inclui, em um sistema capitalista, a remuneração pelo trabalho realizado. A área sofre tanto com a falta de grana. A tendência de convergência para o meio virtual é evidente. Então, que saibamos fazer negócio. E o Google que pague a conta.

domingo, 2 de setembro de 2007

Domínio das Abas

Entrei no site do El Pais - que pra mim sempre foi bem interessante em termos de ousadias multimidiáticas - e pá, que decepção! parecia que tava no FOL. Meu, como assim?! Entra vc tbm. Abre aí mais duas abas aí no seu browser, coloca os endereços em janelas diferentes e balance a cabeça confirmando.


É, pois é, muito iguais. Não sei se por causa das cores das colunas e do cabeçalho (um azul calcinha bem sem graça), ou da disposição das notícias/conteúdo, só sei que se parecem. Quando na página do Estadão, a mesma sensação ocorre, só que em menor intensidade.

A do ElPais é um pouco menos "poluída" que a da Folha, que abusa de cores e de propagandas (são duas colunas à direita).

Não sei quando a página do periódico espanhol de maior circulação - e fama - mudou, só sei que não era assim. Era melhor. E essas benditas abas que resolveram predominar em todos os cantos do mundo virtual. Ok, ela ajudam, mas será isso uma modinha passageira ou realmente ficarão para sempre?

Deviam pensar em modos mais criativos de usá-las então....

to cansado, e semana começa daqui a algumas horas. Uma boa para vocês!

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